O poder da interdisciplinaridade das tecnologias | Panorama Farmacêutico – Imã de geladeira e Gráfica Mavicle-Promo

Muito se fala em algumas provas de conceito, ou PoC, com Blockchain, mas, é importante notar que algumas delas utilizam a Internet das Coisas ou a internet das coisas. Algumas aplicações com Blockchain, como o registro e a validação de diplomas e certificados, não necessitam, de imediato, de integração com a internet das coisas, já que o objetivo é capacitar o indivíduo, através de registro imutável e acessível, para que o mesmo possa ter acesso, através de uma chave privada, a sua certificação em qualquer lugar do mundo, além do baixo custo e a segurança da informação.

No entanto, a maioria das soluções para a cadeia de abastecimento, por exemplo, faz-se necessária a interdisciplinaridade entre estas duas tecnologias. Isso ocorre porque, além da necessidade de registrar, de forma que não muda, o acesso à informação, é necessária a gestão da informação, permitindo o controle do ciclo de vida das atualizações e, juntos, se tenha a garantia de conformidade, auditoria imediata e transparência dos componentes.

Na indústria farmacêutica/química, por exemplo, para exemplificar um mercado específico, em um cenário de circulação de produtos falsificados ou de qualidade duvidosa, onde se estima que 10% do total de medicamentos vendidos em países de baixa e média renda, como o Brasil, são falsos, segundo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde (oms), há um total de interesse de redução de fraude.

Assim, apesar de já haver, no Brasil, um programa de sistema de acompanhamento desde a fábrica até o paciente, que não utiliza a tecnologia Blockchain, cuja fase é para ser implementada em 2018, se, no entanto, o acesso a esses registros não são uma tecnologia em que os dados não podem ser modificados, como certificar-se de que não há nenhuma mudança durante a cadeia?

Além disso, fazendo a junção de Blockchain com a internet das coisas, é possível prever, por exemplo, quando um remédio apresenta problemas de qualidade. No entanto, neste caso, não é necessária a intervenção humana para a rejeição do referido medicamento. Podem aplicar-smart lei com as normas da leitura da informação de pagamento para a execução ou não do contrato de compra e venda.

Para exemplificar, se um determinado medicamento necessita de uma temperatura adequada e constante para não estar fora dos padrões de qualidade, durante o transporte, a tecnologia Blockchain pode fazer esse registro imutável da informação e os smart contratos de concessionários, leem esses registros, verificam se a informação coincide com as normas previamente estabelecidas e realizam, ou não o recebo.

Deste modo, apenas com a máxima garantia de validação, autenticação e registro da operação de cada sensor, a autenticação dos usuários que realizam operações e a automação dos serviços, é que se tem uma maior confiança no acompanhamento dos medicamentos em toda a cadeia comercial. Portanto, com a garantia de que não há intervenção humana, nem para o registro dos dados, nem para a execução dos contratos, é que se tem a certeza da qualidade e a identidade desses produtos que se deseja fazer o dinheiro acompanhamento em sua cadeia.

Amanda Lima é advogada com especialização em direito empresarial, articulista do Manual Blockchain. Consultora para as regras de negócio em Blockchain e criptomoedas. Professora. Vice-Presidente da Comissão de Direito das Inovações e de Início da OAB/RN. Articulista sobre o direito das inovações e Blockchain. Co-fundadora do 1º capítulo da Legal Hackers do Brasil.

Fonte: SS

Fonte: panoramafarmaceutico.com.br/2018/08/14/o-poder-de-interdisciplinaridade-as-tecnologias

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